Nicollas Serafim
Nesta sexta-feira (21), a série de programas especiais do
“IZP no São João de Alagoas” exibiu a cobertura realizada na abertura oficial
do São João de Maceió. A equipe do programa pegou o Trem de Jacinto a Tororó e
foi até o bairro de Fernão Velho, palco da festa, e entrevistou personalidades,
organizadores do evento, artistas e público. Ainda nesta edição, Marcos
Guimarães recebeu em estúdio Liliane
Passos, organizadora da Vila São João, festa promovida pela Associação dos
Oficiais Militares de Alagoas (Assomal). Já o quadro Gente Nossa! homenageou Jacinto Silva, mestre do coco de roda de
Alagoas.
Os festejos do São João já começaram na Estação Central, em
Maceió, de onde saiu o Trem de Jacinto a Tororó, que levou convidados especiais
até Fernão Velho, onde se apresentaram a Banda de Pífanos Flor do Nordeste, a
mestra Zeza Duarte do Coco, Chau do Pife, e a grande atração da noite, o
pernambucano Silvério Pessoa. “Foi um prazer e uma honra muito grande ter sido
convidado para abrir essa festa, principalmente se tratando de uma homenagem ao
meu grande mestre Jacinto Silva”, contou Silvério. “Foi um grande acerto da
organização do São João ter trazido Silvério Pessoa para cá, porque ele foi o
primeiro a revisitar e homenagear o nosso Jacinto Silva em sua obra”, disse
José Lessa, editor do blog Forroalagoano.com.
A Vila São João é um grande evento, que visa reunir toda a
família para festejar o São João, resgatando e preservando a cultura alagoana.
“Desde o dia 12 estamos realizando essa festa, com um preço bastante acessível
e esperamos todos lá no Clube dos Oficiais da Polícia Militar, no Trapiche, até
o dia 28”, contou a organizadora Liliane Passos.
O Gente Nossa! homenageou Jacinto da Silva, que estreou na
década de 50, no auditório na rádio Difusora, durante o programa da saudosa
radialista Odete Pacheco, onde foi batizado com o nome artístico de Jacinto
Silva. O alagoano tinha aptidão nata para a música. Além de excelente cantor,
era também compositor e exímio intérprete. Transitava por vários gêneros, mas
foram seus malabarismos rítmicos e estilo próprio de cantar muito rápido que o
notabilizaram como um dos ícones da música nordestina.


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